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Salmo 127

1 Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.

2 Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois ele supre aos seus amados enquanto dormem.

3 Eis que os filhos são herança da parte do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão.

4 Como flechas na mão dum homem valente, assim os filhos da mocidade.

5 Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, quando falarem com os seus inimigos à porta.

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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Café da manhã com o Tenente Brigadeiro Juniti Saito

Paulo Menna Barreto

Especial para a Alide

Brasília — Os vencedores dos processos de compra de novos caças (programa FX-2) e helicópteros para a Força Aérea Brasileira (FAB) serão anunciados no próximo ano. Também há recursos da União suficientes para terminar a modernização do 3° Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo, em Recife. O comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Juniti Saito, fez os anúncios em Brasília, num café da manhã em homenagem aos profissionais de imprensa que acompanham as atividades da força, na última terça-feira.

“Fomos dispensados do processo de licitação para o Programa FX-2. Pretendemos adquirir diretamente, por meio de carta-consulta, até 36 unidades do avião selecionado. Será a primeira fase de um projeto muito maior, que visa substituir todos os aviões de combate da FAB. Não estão previstas compras de Mirage 2000C usados nem a modernização futura dos aparelhos recebidos da França”, complementou.

Saito também confirmou a compra de oito caças F-5E e três F-5F dos estoques da Real Força Aérea Jordaniana. Segundo um brigadeiro presente no encontro, existe a possibilidade de se adquirir mais unidades desses modelos para modernizá-los dentro dos padrões F-5EM e F-5FM. “Nós não temos intenção de adquirir nenhum avião de treinamento para substituir os cerca de 20 Xavantes que permanecem em serviço. Hoje, eles atuam como avião de combate e não de instrução. A compra de mais F-5E e F-5F servirá para reequipar o 1°/4° Grupo de Caça, hoje dotado de Xavantes e Impalas.”

Se a FAB não obtiver novos F-5E e F-5F, haverá uma redistribuição das células existentes entre as bases aéreas de Canoas, Santa Cruz e Natal depois do processo de modernização.

Helicópteros

O comandante da Aeronáutica confirmou a concorrência para a compra de 12 helicópteros médios de transporte e 12 helicópteros de combate. A Rosoboronexport, com os modelos Mi-171V e Mi-35M; a EADS-Eurocopter, com os Tigre e EC 525 Cougar; e a Westland-Agusta, com os A-129 e EH-101 Merlin, participam do processo, feito por carta-convite. “A Helibrás encaminhou uma proposta verbal para produzir um novo modelo do Super-Puma no Brasil”, comentou. “Considero bastante atrativa, mas o processo de aquisição não irá parar enquanto ela não foi formalizada e posta no papel”, ressaltou.

Segundo fontes da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e da Federação das Indústria de Minas Gerais (Fiemg), a proposta abrangeria a fabricação de um novo modelo do Super-Puma com células construídas inteiramente de fibra de carbono, o que ampliaria a resistência estrutural, diminuiria o risco de corrosão e aliviaria o peso da aeronave, com substancial aumento da carga útil.

Modernização A-1M

O brigadeiro Saito assegurou que a força terá um aumento de qualidade com a modernização do AMX, mas admitiu que o processo poderá não ser aplicado a todas as 53 células que constam do inventário da FAB. “Algumas unidades estocadas em Santa Cruz foram afetadas por corrosão, mas achamos que será possível recuperá-las. Se não for, modernizaremos apenas as que estão em bom estado. Além disso, há dificuldades para se conseguir peças sobressalentes para o motor, que foi descontinuado”. Ele também negou qualquer interesse na aquisição de células estocadas pela Aeronáutica Militar Italiana.

Um dos pontos destacados pelo comandante foi a chegada dos P-3Br Orion, marcada para março de 2009. Com a chegada das aeronaves, compradas de estoques da Marinha dos Estados Unidos e modernizadas pela EADS-CASA, a FAB voltará a ter capacidade de patrulha anti-submarina. Segundo um brigadeiro, o atraso se deve à necessidade de reforços estruturais nas asas por exigência da Lockheed-Martin, fabricante original do equipamento. Para recebê-los, a Base Aérea de Salvador receberá mais um hangar e uma série de hangaretes. Também serão reformulados os espaços das tripulações. “Um Bandeirulha (Embraer P-95) carrega até cinco tripulantes. No P-3BR, dependendo da missão, chega a 20. Vamos ter de ampliar as instalações e equipá-las com refeitórios maiores, novas salas de aula, de descanso e de operações”, confirmou um oficial transferido para Salvador.

C-390

Saito mostrou um grande interesse no Embraer C-390, que poderá substituir os C-130Hercules no Futuro. A FAB opera três modelos da aeronave (C-130E, C-130H e KC-130E), mas 11 das 23 unidades do inventário estão com problemas de manutenção. Um brigadeiro afirmou que a força pretende recuperar todas para substituí-las, no futuro, pelo novo cargueiro de fabricação nacional.

O comandante da Aeronáutica também confirmou o cancelamento definitivo das concorrência CL-X, para a aquisição de 100 aviões CASA 212-400 para substituir os aparelhos C-95 Bandeirante remanescentes, e CH-X, referente à aquisição de helicópteros pesados para atuar na implantação de postos-radar na Amazônia. “A FAB irá se concentrar na operação de helicópteros médios. Não necessitamos de nada maior. Quando for o caso, podemos arrendar os serviços”, completou.

Paulo Menna Barreto é correspondente da Janes Defence Weekly para o Brasil

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